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Projeto

Perfuração direcional é 90% planejamento e 10% execução.

O que acontece na rua é a menor parte do trabalho. A maior parte é o plano de furo — e é nele que uma travessia é ganha ou perdida.

Alcance da técnica: Ø 32 a 1.200 mm · travessias de até 2.000 m. A frota da DRC cobre Ø 64 a 1.000 mm; o que o seu trecho comporta sai do projeto do furo.

O que o plano de furo contém

A etapa que define: geotecnia

São as condições geotécnicas que determinam se a perfuração direcional é ou não o método adequado ao trecho. Três preocupações, nesta ordem:

Cinco variáveis geridas ao mesmo tempo

Durante o furo, o operador administra simultaneamente profundidade, inclinação, direção, distância e obstáculos. É por isso que o traçado ideal é uma linha suave de um ponto ao outro: cada curva desnecessária transfere esforço para as hastes, as ferramentas, o sistema de navegação e, no puxamento, para a própria tubulação.

Regra de convivência entre furos

Quando há mais de um furo no mesmo trecho, a distância mínima entre furos paralelos é de 10 vezes o diâmetro do furo-piloto, ou 1 metro — o que for maior. Abaixo disso, um furo compromete a estabilidade do outro.

A conta da força de puxada

A força de puxada (pullback) é a capacidade do equipamento de trazer de volta o peso de todas as hastes utilizadas, mais o alargador, mais o produto instalado, mais o atrito de todo esse conjunto contra o solo. A força total soma o que é preciso para arrastar a tubulação fora do furo e o que é preciso para arrastá-la dentro dele.

Subdimensionar trava o puxamento no meio do trecho. Superdimensionar mobiliza canteiro e custo sem retorno. A frota cobre a faixa inteira justamente para não forçar nenhum dos dois erros.

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Veja também: Mapeamento do subsolo Perfuratrizes da frota Como funciona a perfuração direcional