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Aplicação · Ferrovia

A travessia passa sob a via permanente, com a linha em operação.

A travessia de ferrovia pelo método não destrutivo passa sob a via permanente sem tocar em lastro, dormente ou trilho. Os poços de entrada e de saída ficam afastados da linha, e a operação da concessionária segue normalmente.

Alcance da técnica: Ø 32 a 1.200 mm · travessias de até 2.000 m. A DRC executa com frota própria, de 4 a 36 tf de tração; o que o seu trecho comporta sai do projeto do furo.

Ø 32–1.200 mmfaixa de duto da frota
+1 kmextensão em uma única travessia, nas máquinas de maior porte
1,5–8 mfaixa usual de profundidade, definida no projeto

Em poucas palavras

Travessia de ferrovia pelo método não destrutivo é a passagem de um duto sob a via permanente por furo dirigido, com os poços fora da faixa da linha. Lastro, dormente e trilho não são tocados, e a operação da concessionária segue.

Nos pedidos que chegam à DRC, a travessia de ferrovia aparece em redes de água, esgoto, drenagem e energia, muitas vezes com mais de uma travessia no mesmo projeto.

O que muda em relação à vala

As quatro etapas da travessia

  1. Mapeamento e projeto do furo. Cadastro das interferências, sondagem com localizadores e verificação em campo. Traçado, profundidade e máquina são definidos aqui.
  2. Furo-piloto. A cabeça dirigível segue o projeto; a sonda informa profundidade, inclinação e posição em tempo real.
  3. Alargamento. O furo é ampliado por alargadores sucessivos até o diâmetro do produto.
  4. Puxamento (pullback). O duto, soldado ou emendado na superfície, é tracionado de volta pelo furo.

A máquina da travessia

Cruzamentos saem a partir da Ditch Witch JT40 (18 tf); trechos mais longos ou em aço usam a American Augers DD-6 (27 tf) e a Vermeer D80×100 (36 tf), que cobre os maiores diâmetros e as travessias mais extensas. Veja a frota completa.

O que a engenharia precisa saber

Extensão do trecho a cruzar, diâmetro e material do duto, cidade e espaço disponível para os poços fora da faixa da linha. Esse é o briefing; solo, traçado e interferências saem da visita técnica.

Especificação por aplicação

ItemComo costuma ser tratado
Quem autorizaConcessionária ou operadora da linha
ProfundidadeCostuma ser maior que em rodovia, definida no projeto
Tubo camisaFrequente; quando existe, o diâmetro a perfurar é o da camisa
PoçosFora da faixa da linha, no afastamento aceito pela concessionária
AcompanhamentoA concessionária pode exigir monitoramento da via durante a obra

Os valores de cada obra saem do projeto do furo. A tabela mostra o que costuma decidir, não uma regra única.

Quem autoriza a obra

Quem analisa é a concessionária ou a operadora da linha, com roteiro próprio de projeto e de autorização. O que ela avalia, além do traçado, é o efeito do furo sobre a via permanente. As exigências entram no plano do furo antes da mobilização.

Onde o método pede mais cuidado

O aterro ferroviário e o lastro são heterogêneos, e isso muda a ferramenta. O projeto verifica que o furo não provoca recalque na via, e é essa análise que fixa o diâmetro máximo e a profundidade.

Os poços precisam caber fora da faixa da linha, e um dos lados precisa de espaço para estender o tubo antes do puxamento.

Perguntas que chegam à DRC

A circulação de trens é interrompida?

Não. A obra acontece nos poços, fora da faixa da linha, e o duto passa por baixo. As condições de trabalho perto da via seguem o que a concessionária determinar.

A travessia de ferrovia exige tubo camisa?

Com frequência, sim. Quando existe, o diâmetro a perfurar é o da camisa, e isso entra na escolha da máquina.

Dá para executar várias travessias na mesma mobilização?

Dá, e é o que costuma reduzir o custo por travessia. O plano do furo organiza a sequência e a posição dos poços de cada uma.

A que profundidade passa o duto?

A faixa usual da DRC é de 1,5 a 8 m, e a cota sob ferrovia costuma ser maior que sob rodovia. O valor de cada travessia sai do projeto aprovado pela concessionária.

O que enviar para receber o orçamento?

Cidade e local da obra, extensão de cada trecho, diâmetro e material do tubo, o tipo de rede e o que existe sobre o traçado. Projeto, croqui ou coordenadas aceleram a análise. O preço sai depois da visita técnica, que levanta solo, traçado e interferências. O que define o orçamento.

Revisão técnica Rogério Pagni, DRC Construções. Atualizado em .

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