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Travessias dirigidas

A travessia passa por baixo. O tráfego não para em cima.

Avenidas em operação, rodovias, ferrovias, rios e áreas urbanas adensadas: o furo dirigido cruza o obstáculo pelo subsolo, e na superfície aparecem apenas os poços de entrada e de saída.

Alcance da técnica: Ø 32 a 1.200 mm · travessias de até 2.000 m. A DRC executa com frota própria, de 4 a 36 tf de tração; o que o seu trecho comporta sai do projeto do furo.

Ø 32–1.200 mmdiâmetro de duto, do ramal de fibra ao grande diâmetro
+1 kmextensão em uma única travessia, nas máquinas de maior porte
1,5–8 mfaixa usual de profundidade, definida no projeto do furo

O que é uma travessia dirigida

Uma travessia dirigida é a passagem de uma tubulação por baixo de um obstáculo — avenida, rodovia, ferrovia, rio ou área que não pode ser aberta — executada por perfuração direcional, a partir de um poço de entrada de um lado e um poço de saída do outro. Nada é escavado entre os dois. O obstáculo permanece em operação durante toda a obra.

É a aplicação mais frequente do método não destrutivo, e a que costuma ser exigida em projeto: quando a via é de terceiro — concessionária de rodovia, ferrovia, órgão gestor — a autorização de intervenção geralmente já vem condicionada a método não destrutivo.

Sob o que a frota executa

O que muda de um tipo de travessia para outro

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TravessiaQuem autoriza, em geralO que costuma mudar no projeto
Avenida ou via urbanaPrefeitura e concessionárias de redeCadastro de interferências denso; janela de execução e sinalização viária
RodoviaConcessionária ou órgão rodoviárioTubo camisa; cota mínima a partir do greide; faixa de domínio
FerroviaConcessionária ferroviáriaProfundidade maior; análise de efeito sobre a via permanente
Rio ou curso d'águaÓrgão ambiental e gestor de recursos hídricosFuro abaixo do leito; extensão maior para vencer as duas margens

Quem autoriza e o que é exigido variam por município, por concessionária e por estado — a coluna do meio indica o interlocutor típico, não uma regra única. O que não varia é a ordem: a exigência do órgão entra no plano do furo antes da mobilização, não durante a obra.

Tubo camisa: quando o diâmetro do projeto não é o diâmetro do furo

Tubo camisa é um duto externo dentro do qual a tubulação de serviço é instalada, e ele aparece com frequência nos projetos de travessia de rodovia e de ferrovia que chegam à DRC. Quando o projeto prevê camisa, o diâmetro a perfurar é o dela.

A consequência prática é direta: uma travessia descrita como “Ø 400 mm” pode ser, na perfuração, bem maior que isso. É a primeira conta a refazer antes de comparar propostas — e a primeira informação a conferir antes de concluir que uma travessia está fora do envelope da frota.

A máquina certa para cada travessia

O que define a máquina são duas medidas: a força de tração (pullback) e o diâmetro do duto. A frota própria da DRC cobre de 4 a 36 tf — do furo para ramal de fibra óptica ao duto de Ø 1.200 mm. Solo, traçado e produto fecham a escolha no projeto do furo.

Frota própria significa que a máquina dimensionada é a máquina que entra na obra, sem locação e sem agenda de terceiros entre a assinatura e a mobilização. Os valores exatos de diâmetro e extensão para o seu caso dependem do solo e do traçado — veja a frota completa e envie os dados da obra.

Uma travessia longa, com a avenida aberta

Av. Santo Amaro, São Paulo: 1.800 m de rede instalada pelo método não destrutivo, com 12 dutos de Ø 160 mm e 25 poços de inspeção, com a avenida em pleno tráfego. Execução em 3 meses.

O número que importa nesse caso não é a extensão: é que uma das avenidas mais movimentadas da cidade não foi interditada para receber 1,8 km de rede nova.

Perguntas frequentes

Qual a maior extensão possível em uma única travessia?

A frota executa travessias de mais de 1 km em um único lance, e o alcance registrado no material técnico da DRC chega a 2.000 m. O limite real de cada obra sai do cruzamento entre extensão, diâmetro, solo e traçado — trechos longos em diâmetro grande exigem as máquinas do topo do envelope.

A travessia exige tubo camisa?

Depende do órgão que autoriza, e é o projeto que responde. Camisa é frequente em travessia de rodovia e de ferrovia, e raramente exigida em via urbana comum. Quando existe, o diâmetro da camisa passa a ser o diâmetro a perfurar.

Precisa interditar a via, a rodovia ou a linha férrea?

Não. A obra acontece nos dois poços, fora do obstáculo, e a travessia passa por baixo. É exatamente essa característica que faz concessionárias exigirem método não destrutivo para intervenções na faixa de domínio.

A que profundidade passa a travessia?

A faixa usual é de 1,5 a 8 m, e a cota de cada travessia é definida no plano do furo. Em rodovia, a exigência costuma ser expressa como profundidade mínima medida do greide da pista até a geratriz superior do duto; sob rio, o furo passa abaixo do leito com folga sobre o fundo.

Quem cuida da licença junto ao órgão?

A exigência do órgão entra no plano do furo e é considerada no escopo da proposta, que discrimina o que é executado pela DRC e o que fica com o contratante. A DRC trabalha em formato Turn Key — do projeto e do mapeamento do subsolo à entrega da rede instalada.

Travessia em solo com lençol freático ou solo mole é viável?

Sim, e é uma das situações em que o método mais se distancia da vala aberta. Sem trincheira contínua, não há rebaixamento ao longo do trecho; o controle do fluido de perfuração é o que sustenta a parede do furo. Mais sobre solos, rocha e água.

Veja também: Como funciona a perfuração direcional MND ou vala aberta: a conta do trecho inteiro O que define o orçamento